Neste módulo, você aprenderá cuidados básicos com pets que são portadores de doenças crónicas e pets que necessitam de cuidados especiais.
Assim como nós seres humanos, os pets também podem ter doenças crônicas, ou seja, que não têm cura, apenas tratamento ou controle para que possam viver felizes e saudáveis.
Entre as mais comuns, estão:
Doenças crônicas em pets são muito comuns. Todos os pets que recebem um desses diagnósticos devem ser acompanhados periodicamente por um médico veterinário para controle de peso, adequação de dosagem dos medicamentos, exames de sangue, entre outros procedimentos.
Mas, além disso, é fundamental que todos sigam um tratamento em casa, para evitar que as doenças afetem o seu estilo de vida. Então, levando em consideração que a integridade dos hóspedes é de nossa responsabilidade, todos os heróis devem saber o que fazer ao receber um pet com doença crônica.
Saúde Pet
A diabetes canina é causada pela produção insuficiente de insulina pelo pâncreas. Normalmente, além de manter uma alimentação específica, 0 tratamento da doença é baseado na aplicação de insulina. A dosagem e o intervalo de tempo entre as aplicações devem ser seguidos rigorosamente de acordo com o que o tutor orientar.
Outro ponto importante é que em alguns casos, pode ser que o herói precise realizar um teste rápido para mensuração da glicose através de um aparelho de glicemia.
Tire todas as suas dúvidas com o tutor sobre como realizar essa mensuração e o intervalo de tempo entre elas.
Ao receber um hóspede diabético, você deve seguir algumas recomendações:
Essa é uma dúvida muito comum entre os heróis: como dar remédio para o pet? Alguns são bem tranquilos em relação a isso. Outros já odeiam medicamentos e fazem de tudo para não engolir. E agora?
Quando hospedamos um pet com doença crônica, o tutor pode pedir para que você dê algum medicamento para o pet durante o dia, para seguir o tratamento prescrito pelo médico veterinário durante a estadia.
Por isso, é fundamental que você saiba como dar o remédio para o pet. Confira a seguir algumas dicas que com certeza vão te ajudar.
1. Esconda o comprimido em um petisco ou ração: esconder o comprimido na comida do pet pode funcionar, uma vez que o medicamento ficará escondido e com o gosto da comida. Porém, alguns pets são bem espertos e podem cuspir o remédio, comendo apenas o alimento.
Para tentar enganar o pet, você pode:
2. Amasse o comprimido: a princípio, muitos tutores se perguntam se pode dar comprimido amassado para o pet. Na verdade, é necessário perguntar ao médico-veterinário se o remédio prescrito pode ser triturado e também verificar as informações na bula.
Alguns comprimidos não devem ser repartidos e, normalmente, os que podem (para ajuste de dose) acompanham uma marcação indicando o corte no próprio comprimido.
Alguns tutores podem recomendar que o remédio seja administrado junto com alguma fruta, legumes ou alimento específico pelo fato do pet já estar acostumado.
Nesses casos, siga a orientação do tutor para facilitar. Porém, caso o tutor não recomende outros alimentos, não ofereça nenhum alimento ao pet sem autorização prévia.
Caso não haja nenhum problema e o tutor e/ou veterinário autorizarem que você amasse o comprimido, você pode triturá-lo e mistura-lo na comida.
Essa é uma maneira muito fácil de dar remédio para pet, já que dificilmente o pet sentirá o gosto do medicamento durante a mastigação.
3. Use um aplicador de comprimidos: outra boa alternativa de como fazer cachorro tomar comprimido é usar um aplicador, um instrumento bem parecido com uma seringa, que é eficiente e muito seguro.
Independente da forma utilizada, certifique-se sempre de que o pet realmente ingeriu todo o medicamento.
Os pets cegos e surdos precisam de uma atenção especial para que a estadia não seja traumática ou nociva para a saúde deles.
A primeira coisa que você precisa ter em mente é que, na falta de visão ou audição, os pets passam a ter os sentidos mais aguçados.
Isso pode ser usado de forma estratégica para adaptar o local para que o pet se sinta bem.
No caso dos pets cegos, veja algumas dicas para garantir que eles tenham uma boa estadia:
Confira os cuidados com os pets surdos:
A maioria dos pets hipertensos e cardíacos seguem um tratamento contínuo à base de medicamentos. Portanto, muito provavelmente você terá que medicar o pet durante a estadia (use as nossas dicas e peça os direcionamentos para o tutor).
Siga rigorosamente a dosagem e os horários das medicações. Caso o pet comece a ficar ofegante, com tosse, vômito ou algum outro sinal clínico, entre em contato com o tutor relatando o que está acontecendo e/ou leve o pet para ser atendido por um veterinário.
Normalmente, esses pets seguem dietas restritas e, por isso, precisam seguir todas as orientações à risca.
De modo geral, os pets são considerados idosos a partir dos sete anos de idade. E para garantir que eles não sofram por conta da idade avançada, é importante adaptar o ambiente para receber os hóspedes idosos.
Se sua casa tiver escadas, você pode limitar o acesso do pet a ela. Isso porque o pet pode ter problemas nas articulações e/ou dificuldade em se locomover, e qualquer esforço no qual ele não esteja acostumado, pode causar dor.
Tente usar portões, como os próprios para pets, por exemplo. Não se esqueça de deixar tudo que o pet precisa à disposição no local que ele ficará. O uso de rampas ou escadinhas para pets também é uma boa alternativa.
Além disso, os pets velhinhos não têm a mesma cognição de quando jovens. Por isso, colocar tudo que ele precisa numa localização fácil, sem obstáculos, o ajudará muito!
Comedouros, bebedouros ou tapetes higiênicos devem estar bem espalhados. Deixe mais de uma opção de potinho de comida e água, e o mesmo vale para o local onde ele faz suas necessidades.
A idade, doenças, medicações e temperatura ambiente podem alterar a forma como o pet se sente, por isso, mantê-lo em um ambiente confortável e arejado para dias de calor e protegidos nos dias frios também é um ponto essencial.
Para dias quentes, o uso de tapetes ou colchonetes gelados podem ajudar o bichinho a se refrescar. Também deixe à disposição bebedouros com água fresca pela casa.
No frio é importante manter os cães e gatos idosos aquecidos, pois eles podem ter doenças já existentes potencializadas, por conta do sistema imunológico e as defesas do organismo que podem ficar mais fracas devido às baixas temperaturas.
No caso de pets hóspedes com dificuldades de locomoção, você pode seguir as mesmas dicas já citadas relacionadas à acessibilidade. Mas, além disso, muitos pets deficientes utilizam fraldas no dia a dia porque não conseguem controlar sua necessidade de urinar ou defecar.
Caso um de seus hóspedes precise usar fraldas, você deve conversar com o tutor em relação à frequência de troca, se há a necessidade de usar algum tipo de pomada e quais os cuidados que devem ser tomados.
O ideal é trocar a fralda várias vezes. Afinal, os pets se aliviam muitas vezes durante o dia. Para trocar, é muito simples: o primeiro passo para colocá-la é identificar o orifício por onde vai passar a cauda. Depois, é só posicionar a fralda pet no corpo. A parte com desenhos sempre deve ficar voltada para o dorso do pet.
É importante lembrar que a fralda deve ficar justa, ou seja, nem apertada, nem frouxa, evitando desconfortos e vazamentos.
Pets portadores de doenças crônicas muitas vezes necessitam de cuidados especiais, como manejo e aplicação de medicamentos.
Para que o pet tenha uma hospedagem tranquila, é fundamental que você conheça as características do pet e reconheça suas limitações. Assim, você poderá aceitar ou não hospedagens com pets que possuem condições de saúde.
Com essas dicas, você poderá hospedar pets com doenças crônicas tranquilamente. Em casos de emergências ligadas ao problema de saúde do pet, você deve entrar em contato o mais rápido possível com o tutor.
Lembrando que em casos emergenciais, o pet deve ser levado imediatamente para ser atendido por um veterinário.
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