Os gatos são seres fascinantes, mas muito diferentes dos cães. Neste módulo você vai ver:
Os gatos são seres fascinantes, mas muito diferentes dos cães. O processo de domesticação das duas espécies mostra bem as diferenças entre ambos: enquanto os cachorros foram selecionados para serem animais de companhia, os felinos se aproximaram dos humanos quando estes começaram a armazenar grãos, e assim surgiram roedores nos depósitos.
Essa relação foi conveniente tanto para humanos quanto para os gatos. Um conseguiu controlar os roedores e o outro conseguiu uma fonte de alimento frequente. Esse tipo de informação mostra que os bichanos são independentes e solitários por natureza.
Portanto, mesmo que você, herói ou heroína DogHero, tenha experiência na prestação de serviços com cães, é necessário entender um pouco mais a fundo sobre os gatos para, assim, oferecer a melhor experiência possível aos seus clientes.
Você já deve ter se perguntado: por que é indicado que os gatos não se hospedem na casa dos heróis, assim como os cães?
A resposta para essa pergunta é bem simples, mas muito importante para que você entenda a natureza felina.
Os gatos são extremamente sensíveis. Eles odeiam mudanças tão bruscas e repentinas! Isso significa que sair do ambiente rotineiro para passar alguns dias em um local totalmente diferente e muitas vezes ao lado de outros pets pode causar um estresse tremendo neles.
Tirar um gato de seu ambiente comum não só pode causar problemas para os heróis e os pets que estejam no local, mas também para o próprio felino, que poderá apresentar uma série de problemas comportamentais (e até de saúde).
Nesse caso, a DogHero indica que todos os tutores de felinos contratem um(a) cat sitter (ou pet sitter) para cuidar de seus pets enquanto trabalham ou até mesmo viajam com total tranquilidade. Você como herói também pode indicar e recomendar esse serviço ao tutor.
O termo Pet sitting significa cuidar de um animal de estimação no local onde ele vive. Ou seja, nessa modalidade, é o pet sitter quem vai até a residência do cliente. Um diferencial importante para dar mais conforto ao animal, pois muitos podem estranhar e ficarem mais ariscos além de tristes e desconfortáveis – em ambientes novos.
É como se fosse uma “babá pet”. Trata-se de um profissional que ama os bichinhos e está preparado para cuidar de animais de estimação.
Conheça dicas fundamentais para ase tornar um bom pet sitter.
Um bom pet sitter sabe muito bem que os gatos não são como os cachorros, por isso se comportam de maneira diferente. Eles são bastante territorialistas por natureza. Portanto, entenda que você está no ambiente dele – e não o contrário.
O ideal é que nada seja retirado do lugar. A rotina é o ponto crucial para manter os felinos tranquilos. Eles gostam de comer e beber sempre no mesmo lugar, brincar nos mesmos lugares, fazer as necessidades no mesmo local e por aí vai.
Isso significa que, ao lavar as tigelas e colocar água fresca e comida, bem como limpar a caixinha de areia, o ideal é deixar tudo onde estava e sem usar produtos diferentes dos quais o pet já está habituado.
Por serem mais independentes por natureza, você necessariamente não precisa ir até a casa de um felino e passar horas e horas brincando com ele, assim como faria no caso de um cachorro. Apenas a sua presença, a troca de água e ração e a limpeza da caixa de areia já vai deixá-lo bastante feliz. Evite usar perfumes fortes, falar alto ou forçar uma interação.
ATENÇÃO: sempre combine previamente com o tutor sobre as atividades que seu gato costuma desenvolver, e se atente aos horários combinados com ele. Dessa forma, você segue a rotina do gatinho, e torna a experiência mais satisfatória para você e para os tutores também.
Na DogHero, a modalidade de serviços de Pet Sitter contempla visitas de 60 minutos.
Claro, você poderá acariciar e até brincar com o gatinho que está tomando conta. Mas, lembre-se: apenas quando ele te der essa liberdade, que será transmitida por sinais algumas vezes sutis, como um simples piscar lento de olhos ou esfregar nas suas pernas.
Saber “ler” como o pet se sente é fundamental para entender se ele está ou não receptivo. Se ele se esconder, ficar arrepiado ou demonstrar que algo não vai bem, o importante é prezar pelo bem-estar e integridade não somente do gatinho, mas de todos que estiverem no ambiente. Interações forçadas ou repentinas podem resultar em acidentes e agressão – o que não é nada bom, certo?
Todo felino adora uma brincadeira. No entanto, como dissemos anteriormente, as interações devem ser feitas só depois da permissão do pet. Caso ele tenha dado sinal verde, ótimo! Existem várias brincadeiras bem legais que você pode fazer com ele.
Dessa forma, ao realizar brincadeiras com gato, você ajuda a gastar toda a energia acumulada e colabora para que o pet pratique os seus instintos de caça que são típicos da espécie.
Separamos 4 dicas para que você, cat sitter, se divirta com os felinos.
Se o felino tiver brinquedos em casa, como ratinhos de borracha que apitam e bolinhas com pena na ponta, você pode jogar para estimular ele a “caçar” as presas.
Além disso, varetas com uma bolinha com guizo ou penas artificiais na ponta costumam deixar os gatos super entretidos. Você deverá segurar e balançar, para atrair o bichano e estimulá-lo a “caçar”.
Evite “esfregar” o brinquedo no animal ou deixá-lo facilmente disponível, afinal, presa alguma faria isso, né?
Feche três caixas de papelão com fita adesiva. Em duas delas, faça um buraco grande, pelo qual o pet possa passar, em duas extremidades, de forma que ele entre, siga reto e saia do outro lado.
Na outra, faça uma abertura em duas laterais, que forme um ângulo de 90°. Essa será a caixa do meio. Feito isso, reúna as três, de forma que vire um L e fixe uma na outra com fita adesiva. Pronto, você acaba de criar mais uma opção dentre as brincadeiras de gatos. Esses pets adoram caixas!
Muitas brincadeiras de gatos têm como base o instinto de caça do animal. Você pode estimular isso usando garrafas pet.
A tampinha, por exemplo, pode ser jogada para que ele procure por ela ou amarre-a em um barbante, use como isca para o gatinho. Você também pode esconder um petisco embaixo da tampinha para que ele “cace” o prêmio com as mãos.
Outra opção é pegar uma garrafinha de 237ml e fazer duas aberturas na lateral. Depois disso, pela tampa, você coloca alguns petiscos saborosos.
Feche a garrafa e role no chão. O gatinho será estimulado a caçá-la, para tentar fazer o petisco sair pelo buraquinho. Uma ótima forma de fazê-lo gastar energia.
Ao mesmo tempo que você pode encontrar um gato sociável e passar boa parte do dia brincando com ele, também existe a chance de cuidar de um felino “ranzinza” ou assustado.
No caso de um gato agressivo ou arisco, pode acontecer de ele avançar, arranhar e até te morder caso se sinta ameaçado.
Para saber se um felino está irritado, é bem simples: mais uma vez, identificar e “ler” os sinais é essencial. Se ele estiver com as orelhinhas para trás, miando bravo, com as pupilas dilatadas, Olhar fixo, pelos arrepiados e/ ou em posição de ataque, significa que ele não está bem com sua presença.
Outros sinais que você poderá notar são:
O que fazer em casos como esses? Como dito anteriormente, o ideal é sempre respeitar o espaço do pet. Se ele quiser interagir e até brincar, ótimo. Senão, deixe-o quietinho e faça as outras tarefas combinadas com o tutor, preferencialmente sem “encarar” o gato em nenhum momento.
Caso você sofra alguma agressão do felino, 0 indicado é lavar o local com água corrente e sabão neutro o mais rápido possível.
Como a boca é repleta de bactérias, indispensável que essa limpeza seja realizada para evitar infecções e inflamações. Se necessário, vá a um pronto-socorro para receber o tratamento adequado.
Lembre-se de perguntar ao tutor se a carteirinha de vacinação do gato está em dia, pois há o risco de transmissão de alguma zoonose.
Assim como o latido para os cães, o miado é uma forma de comunicação felina. Ao observar bem, há vários tipos de miados. Desde os mais curtos e com vocalização baixa, até os longos e estridentes, cada um deles pode indicar uma coisa.
O gato miando muito, por exemplo, pode indicar algumas necessidades, como:
Qualquer mudança na intensidade e intervalo entre os miados, entre em contato com o tutor para verificar se aquela postura do pet é normal ou se há indícios de que algo não está bem.
Práticas de cuidado e atenção para hospedagens com gatos.
Caso você hospede um gatinho em sua casa, existem algumas dicas de segurança que são de extrema importância. Um preparativo que não pode faltar para a chegada do gato é a tela nas janelas. Telar as janelas é essencial, já que os felinos são animais muito curiosos e podem sofrer acidentes graves ou até mesmo fatais caso caiam de grandes alturas.
Para além de acidentes, as telas também previnem fugas. Ao ficar ao ar livre os gatinhos podem brigar, se infectar com doenças, procriar (caso não sejam castrados ainda) e até sofrer acidentes.
Outro item que ajuda a prevenir fugas, são cercas antifugas, um tipo de produto específico para gatos. O item pode ser instalado em muros, portões e cercas. O produto serve de falso apoio no ponto mais alto em que for instalada, evitando que os gatos consigam escalar o local.
Vale reforçar que as grades de proteção presentes em algumas janelas elou portões não impedem que o gato possa fugir. É importante que exista a tela de proteção em cima dessas grades.
Caso você não possua essas medidas de segurança na sua casa, recomendamos fortemente que não aceite a hospedagem. Mesmo que você tenha gatos em sua residência, os hóspedes quando estão em um ambiente diferente podem se comportar de maneiras imprevisíveis e acabarem fugindo da hospedagem.
Assim que o pet chegar na hospedagem, deixe-o conhecer o novo ambiente e matar a curiosidade. Sempre sob sua supervisão. Evite pegar o gatinho muito no colo nesse momento, por mais irresistível que seja. A ideia é não estressá-lo nessa hora.
Limpeza diária e simples da caixa de areia:
Com uma pá coletora higiênica, retire os torrões com as fezes e urinas do seu gatinho pelo menos uma vez ao dia.
Limpeza completa da caixa de areia:
Conheça as doenças mais comuns em felinos.
É comum, infelizmente, encontrarmos gatos que possuem algum tipo de doença. E todos eles devem ser acompanhados periodicamente por um médico veterinário, além da necessidade de seguirem algumas prescrições em casa.
Então, levando em consideração que a integridade dos de pets nossa responsabilidade, todos os heróis devem saber o que fazer ao cuidar de um gato com algum problema de saúde.
A esporotricose é uma das doenças de felinos que mais merece atenção. Ela é causada por um fungo que pode provocar vários problemas para os pets — e até para nós humanos, pois é uma zoonose.
Trata-se de uma micose causada pelo fungo Sporothrix schenckii, geralmente encontrado no solo e na natureza, que provoca várias feridas nos gatos – a gravidade varia de acordo com as fases da doença.
Por ser uma doença transmissível para humanos, é importante que todos nós tenhamos muito cuidado. Um tutor, sabendo da gravidade dessa doença, deve informar ao herói que o pet possui a doença para que sejam tomados os devidos cuidados como o uso de luvas e máscaras, evitar contato com secreções e boa higienização das mãos.
FIV e FeLV são doenças diferentes, mas que igualmente acometem os felinos domésticos e selvagens. São causadas por vírus e que trazem muitos malefícios à saúde.
O vírus da imunodeficiência felina (FIV) e o vírus da leucemia felina (FeLV) causam duas das doenças virais mais temidas dos pais de gatos, pois podem provocar sintomas graves e podem levar os pets infectados ao óbito.
Nenhuma delas pode ser transmitida para nós humanos. Contudo, os felinos que testaram positivo para uma dessas doenças precisam de alguns cuidados no dia a dia e devemos evitar colocá-los em contato com gatos que não possuam tais doenças.
Dessa forma, caso você possua algum gato na sua residência e o hóspede for positivo, a recomendação é que você não aceite o serviço.
Antes de iniciar o serviço de hospedagem, sempre questione os tutores sobre o histórico de saúde do pet, questione se o pet já realizou os testes de FIV e FeLV e verifique se as medidas profiláticas estão atualizadas (vacinas e proteção contra pulgas e carrapatos).
Caso um de seus hóspedes seja FIV ou FeLV positivo você deve monitorar o comportamento dele. Se ele apresentar alguma mudança comportamental, como apatia, além de problemas como vômitos, diarreia, falta de apetite, coceira intensa, entre outros, entre em contato com o tutor o mais rápido possível.
Não necessariamente é uma doença, mas é um problema bem comum que merece muita atenção. Os felinos passam praticamente o dia inteiro se lambendo e “higienizando” a sua pelagem.
O problema é que eles acabam engolindo pelinhos e correm o risco de formar bola de pelo dentro deles. Algumas vezes, eles vomitam ou defecam para eliminar o que ingeriram. No entanto, por vezes, também não conseguem expelir.
Como o organismo do pet não o digere, o que foi engolido vai se acumulando aos poucos. Assim, a bola de pelo é formada dentro do corpo do pet. Do estômago, ela tende a migrar para o intestino e, dependendo do tamanho, causa obstrução.
Se isso acontecer, o pet pode ter dificuldade para digerir alimentos e acabar ficando doente. A bola de pelo impede que a ração passe do estômago para 0 intestino. Com isso, ele começa a emagrecer e pode apresentar diversos sinais clínicos.
Para mitigar o problema, a escovação diária pode ser importante. A escovação ajuda a retirar os pelos mortos, diminuindo a queda de pelos e a formação de bolas de pelo no sistema digestivo.
É importante lembrar que esse vômito é esporádico e que nele, além dos pelos, você verá apenas “água”. Caso note que além da bola de pelo, há também sangue ou alimentos, é preciso levar o gatinho ao médico veterinário.
O mesmo vale para casos nos quais o gato está vomitando bolas de pelos por mais de uma vez ao dia. Isso indica que algo está errado e que o pet precisa ser examinado.
Para garantir um bom serviço, é fundamental que você conheça as características dos felinos. Em casos de emergências ligadas ao problema de saúde do pet, você deve entrar em contato o mais rápido possível com o tutor.
Caso o pet precise de atendimento veterinário, preencha a solicitação do acionamento da Garantia Veterinária, com todas as informações exigidas.
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